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Laerte: Marina não é marionete do Malafaia

05 de setembro de 2014, 08:48

Escrito por marcelotas

Laerte: “Marina vem brincar com a gente”

 

Em entrevista, o cartunista Laerte diz que Marina não seguirá a cartilha religiosa. Mas que a candidata a presidente irá “ao pátio brincar com a gente, as bichas, as sapatas e as travecas”. Laerte, um ícone intelectual e ativista da causa dos gays e transgêneros, relativiza o temor de alguns que a questão religiosa seja algo central na forma de Marina atuar politicamente.

“Chamar a Marina de títere do Malafaia é um erro grosseiro”, completa o cartunista. Laerte sempre foi um homem, e agora uma mulher, sofisticado ou sofisticada. Títere quer dizer marionete. Ou seja, Marina não vai ser manipulada por gente como Malafaia. Conheço os dois- Laerte e Marina- há tempo suficiente para dizer que concordo 100% com o cartunista.

A entrevista foi concedida ao Estúdio Fluxo, núcleo de comunicação do jornalista Bruno Torturra.

Imagem: InfoEscola

 

  1. Colaboração: tá faltando um “n” no nome da Marina ali no trecho “na forma de Maria atuar politicamente”.

  2. Germano Marino, líder do movimento LGBT e candidato a deputado estadual pelo PT no Acre, mandou essa: “A Marina pode ser elo dos religiosos com o movimento gay. Nós podemos estreitar as nossas relações e estabelecer consensos”.
    E Marina acrescentou: “O Brasil precisa de paz”.

  3. A Marina tem demonstrado a cada passo que não tem nenhum problema em descartar suas ideias em nome de apoios. o episódio do Malafaia é extremamente importante, querer minimizar isso somente por um comprometimento incondicional com a candidata, nesse caso acho preferível dizer “adoro ela e acredito nela” do que tentar por panos quentes, se em alguns tweets um pastor homofóbico conseguiu mudar um programa de governo, o que conseguiria uma Neca Setúbal ou financiadores da campanha dela? Quem acredita que um programa estivesse errado justamente num ponto acordado com pessoas como Jean Willys é porque está disposta a acreditar em qualquer coisa que a candidata diga, isso não é racional.

    • As pessoas deveriam pesquisar na internet a relação entre Palocci e o kit anti-homofobia, vão descobrir que a presidenta Dilma não é defensora da comunidade LGBT. Basta digitar Palocci – Kit anti-homofobia em qualquer site de pesquisa.

  4. Olha Tas, adoraria acreditar nisso. Mas eu fico me perguntando: por que então o coordenador do programa de políticas LGBT da campanha dela deixou a função essa semana? Não sei não. To com uma pulga atrás da orelha.

    Uma observação pra ti: ali no trecho “Laerte, um ícone intelectual e ativista da causa dos gays e transgêneros, relativiza o temor de alguns que a questão religiosa seja algo central na forma de Maria atuar politicamente”. Saiu Maria e não Marina.

  5. ediberto bentes pinna 5 de setembro de 2014 at 17:25

    Muito bom, Bruno. Parabéns tb ao Laerte, grande figura. Tomo a liberdade, com a devida vênia, de convidá-lo a dar uma olhadela no que posto no facebook. Desde já fico-lhe grato, e um abraço.

  6. Douglas Camillo-Reis 5 de setembro de 2014 at 11:24

    Respeito a opinião de Laerte (a quem admiro) e o comentário de Tas… fazendo a ressalva que ações falam mais alto que palavras. O que ficou de visível foi a remoção dos “pontos de conflito” da plataforma política, associada ao questionamento do religioso. Já votei em Marina antes, por consciente preferência e não por mero protesto, e gostaria de fazê-lo novamente… e uma postura mais clara e firme em suas propostas ajudaria bastante.

    • Não foi uma mudança no programa, foi um erro, a versão que foi publicada estava errada. Isso é evidente, basta comparar a postura de Marina na eleição de 2010 c/ o que foi publicado em seu programa agora… Nada mudou.

    • Faço minhas as palavras de Douglas Camillo-Reis.

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