Blog do Tas

Meu voto para aperfeiçoar a democracia brasileira

04 de outubro de 2014, 19:48

Escrito por marcelotas

“Beco da Cultura” na Favela Mauro em São Paulo (Foto: Vi no Coruja)

 

Desejo a todos bom voto neste dia 5 de Outubro, primeiro turno das eleições majoritárias no Brasil!

Publico abaixo texto escrito por mim originalmente preparado para ser grafitado num muro no projeto “Beco da Cultura”, que aconteceu dia 27 de Setembro e foi organizado pelo artista Chico Rosa na favela Mauro, em São Paulo

 

[COM]UNIDADE

 

Desde a chegada de Cabral, o Brasil tenta se descobrir como nação e avança… lentamente… mas avança.

Quem ainda tem o poder nas mãos são os donatários das Capitanias Hereditárias: a capitania da burocracia, a capitania das obras superfaturadas, a capitania dos pequenos e grandes trambiques, a capitania da esmola, a capitania da propina, a capitania dos dirigentes do futebol, a capitania do bem, a capitania do crime…

Existe no país um segredo guardado a sete chaves: o poder de verdade sempre esteve nas mãos do povo.
Enquanto nós- o povo brasileiro- não estivermos educados para ter 100% de clareza da nossa força como uma comunidade… uma [COM]UNIDADE de mais de 200 milhões de almas brancas, negras, pardas, gringas e índígenas… permaneceremos com a ilusão de que não há nada a fazer senão engolir o velho e decadente sistema de capitanias hereditárias.

Viva a nossa consciência de [COM]UNIDADE!

O Brasil avança… lentamente… mas avança…
Viva a favela Mauro1… com amor… Marcelo Tas (Setembro/ 2014)

 

 

 

  1. joão osvaldo neal 9 de outubro de 2014 at 15:36

    Conto cívico

    Abaixo a cabeça pra passar no portão de entrada porque se esqueço da limitação de altura vou pro hospital e acabo não votando na Dilma, a danada perde um voto e eu ajudo a afundar o orçamento de sistema de saúde nacional. O portão em mais ou menos 1,75m e minha altura que em outras eleições na no passado era de 1,80m e agora não passa de 1,78m. Se Deus quiser daqui a umas 4 o 5 eleições eu passo sem me abaixar.
    Encontro velhos amigos, todos envelhecendo, que nem me reconhecem e eu mal os reconheço.
    Na entrada da construção tem um duto de captação de água com grelhas que tentam inutilmente cobrir o desnível, procuro fazer uma piada com o cunhado e minha irmã que acabará de encontrar e lembrando que a administração da escola era há umas 4 eleições da responsabilidade do partido do Aécio, talvez tenha sido inútil a observação , sempre soubera que ele não nutrir simpatia pela Dilma, nem pro Pt, me informou que os jovens tem agilidades suficiente para não cair naquela arapuca, e como já havia observado da limitação de altura do portão, também emendou que os mais crescidinhos já aprenderam se abaixarem. Tudo com muito humor como é característica dele e eu não consegui convence-lo a votar na minha candidata, e olha que eu ainda tentei informa-lo que há uns tempo atrás havia uma placa anunciando uma reforma na escola no valor de R$ 550.000,00 depois outra que não me lembro do valor mas era significativo, foi inútil , ele tentou me convencer que as coisas públicas são assim mesmo.
    No caminho , já dentro da escola ainda tentando convencer minha irmã de não votar no Aécio e reforçando agora da calamidade da conservação do prédio, tentando desesperadamente atingir seus sentimentos mais profundos porque eu sabia vagamente que ela estudara aqui e se sensibilizaria…., inútil meu cunhado fora mais eficiente.
    Pena que a minha seção era subindo a escada e a deles no térreo, ainda tentei ao subir alguns degraus chama-los para ver a situação do acabamento em borracha colada sobre os degraus de concreto num estado lastimável, mas achei que não adiantava mais nada e eu estaria sendo impertinente, mas sinceramente eu devia ter continuado até mesmo porque esta é a minha auto-classificação
    Mas não desisti não, ainda na fila comentei indignado com um pai com o filho no colo, um menino de uns 4 anos, para que ele nem tentasse tocar nas conexões elétricas sem nenhuma proteção ao lado da porta da minha seção :267º
    Mas tenhamos esperanças.

    João Osvaldo Neal

  2. Carlos Roberto de Carvalho 8 de outubro de 2014 at 5:25

    A julgar pelo fato de que apenas meia dúzia de pessoas comanda o País, continuamos vivendo sob o regime escravagista, que teria sido abolido em 1888, mas não foi. Some-se a essa excrescência, a falta de educação, de civismo, de brasilidade e está criado o ambiente perfeito para que não evoluamos politicamente. Um anacronismo que precisava ser extirpado de vez de nosso seio, caso contrário vamos continuar a ser a eterna república das bananas e dos bananas.

  3. Isto é democracia! Mas com a educação que temos no Brasil, vai ser difícil sairmos das Capitanias Hereditárias……….

  4. Concordo com o Marcelo,faço minhas suas palavras e digo mais acorda povo vamos mudar o sistema de capitanias hereditárias.

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